O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná (Cisop) realizou assembléia sede da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná para debater os problemas relacionados à Central de Leitos de Cascavel. O órgão atende 52 municípios e disponibiliza 636 leitos, dos quais 315 são para casos psiquiátricos e o restante para atendimento geral.
A Central de Leitos é controlada pelo governo estadual e tem orçamento de R$ 1,2 milhão, mas com a concentração de pacientes de toda a região em hospitais de Cascavel deveria ser de R$ 1,6 milhão. ‘‘ É o necessário para garantir um bom atendimento à população e diminuir a fila de espera, que hoje chega a ter 1,5 mil pacientes para internamento emergencial’’, afirma Marcos Solano, presidente do Cisop.
Segundo Solano, que também é secretário de Saúde de Cascavel, dos 2,4 mil atendimentos mensais, os municípios da região têm direito a 640, porém, estão utilizando 690. ‘‘Cascavel acaba pagando o diferencial de 50 atendimentos, deixando de destiná-los a pacientes da própria cidade’’ - reclamou. O presidente da Cisop ressaltou que a fila de pacientes ‘‘deve ser debitada à má distribuição dos atendimentos e problemas administrativos da Central’’.
Na Câmara de Cascavel, o vereador Jadir de Mattos (PTB) entregou o relatório final da investigação feita junto à Central de Leitos, denunciou a sonegação de vagas por parte dos hospitais e a falta de autorizações para internamento hospitalar (AIHs). Segundo ele, ‘‘toda a população e o poder público devem pressionar o governo do Estado a aumentar o número de AIHs’’.
Para Jadir de Mattos, o governo não deve estipular a quantidade de consultas asseguradas por mês. Ele afirmou que a saúde deve ser garantida para todas as pessoas que procurarem os hospitais. ‘‘O governo deve gerenciar melhor os recursos’’, concluiu o vereador.

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