Usar o conhecimento e experiência das universidades para fazer um diagnóstico dos municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Esse é objetivo do projeto Universidade em Ação, a ser lançado ainda neste mês no Paraná. Ontem de manhã, os secretários estaduais de Relações com a Comunidade Wilson Quinteiro, e da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Santos Leal Neto, estiveram na UEL para apresentar o projeto.
''Já desenvolvemos o Paraná em Ação, que vai para cidades-pólo. Vamos aproveitar que geograficamente temos a melhor distribuição de universidades estaduais e que estas alcançaram um grau de excelência em ensino, pesquisa e extensão para fazer o levantamento das dificuldades dos municípios com IDH menor'', pontuou Quinteiro, em visita à FOLHA.
De acordo com ele, a intenção é articular esforços, estruturas e os serviços do Estado com as universidades, além de parceiros, para que o projeto possa se tornar um programa e assim chegar aos 399 municípios. Inicialmente, será feito o diagnóstico em seis municípios da região de cada uma das sete universidades estaduais.
Quinteiro acredita que a parceria também vai facilitar a elaboração de projetos para trazer recursos para o Estado, tanto do governo federal quanto de outros países, que desejam financiar projetos no Brasil.
Para viabilizar o projeto, o secretário afirmou que os municípios irão oferecer alimentação e estadia para as equipes. O Estado, neste ano, deverá fazer um replanejamento orçamentário entre as secretarias, conforme a participação de cada uma delas e também haverá captação de recursos junto ao governo federal.
''O impacto financeiro será pequeno, já que temos tudo pronto na universidade, temos veículos do Estado, das universidades e do município. Também serão regiões próximas, dá para ir e voltar no mesmo dia e também poderá haver intercâmbio dentro das universidades, conforme os cursos. Por exemplo, aquela que não tem Direito poderá receber alunos de outras instituições.''
Vínculos
Uma das coordenadoras do projeto é a professora Adriane de Castro Martinez Martins, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), que já esteve no Norte e Nordeste participando do Projeto Rondon. Segundo ela, neste mês serão feitas visitas a cada universidade e no final no mês haverá uma reunião em Curitiba para o lançamento do projeto e estabelecimento de metas.
''Seguiremos o modelo do Projeto Rondon, que leva os acadêmicos para uma nova vivência. Mas lá o aluno vai uma vez só, não conseguimos ter vínculos. No Paraná nossa intenção é criar um vínculo com esses municípios e a longo prazo poder proporcionar ao aluno essas vivências durante o ano todo. Será um campo para pesquisa, extensão e estágio. A comunidade terá um apoio técnico especializado para melhorar as dificuldades que o município tem'', explicou.
O número de equipes dependerá da realidade de cada região. A proposta é que as universidades façam o diagnóstico neste semestre e que em julho as equipes estejam prontas para trabalhar. ''Depois desta primeira etapa vamos avaliar e transformar o projeto em Programa de Estado, para que possa ter continuidade e integrar todos os municípios do Paraná.''

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