Altônia - Os seis municípios que integram o Coripa Consórcio Intermunicipal de Preservação do Rio Paraná , têm pressa na elaboração do plano de manejo do Parque Nacional de Ilha Grande. As prefeituras esperam dobrar a arrecadação do ICMS Ecológico depois da regularização da reserva. Os prefeitos também dependem do plano de manejo para explorar o turismo no arquipélago. Mês passado, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) contratou uma empresa de Curitiba para fazer o zoneamento, com previsão de concluir os trabalhos em 18 meses. Entretanto, os prefeitos temem mais atrasos e pretendem marcar uma audiência com o Ministro do Meio Ambiente para cobrar a agilização do plano de manejo e da regularização fundiária do parque.
Segundo o presidente do Coripa, o prefeito de Altônia, Amarildo Novato (PDT), seu município poderia estar recebendo todo mês mais R$ 100 mil de ICMS Ecológico. Atualmente, recebe R$ 65 mil mensais. Os prefeitos planejam investir o ICM Ecológico em projetos de preservação ambiental e exploração do turismo. ''Temos empresas interessadas em construir hotéis e pousadas ecológicas, mas enquanto o plano não delimitar as áreas de exploração do turismo não podemos fazer nada'', disse Novato.
O parque tem cerca de 80 mil hectares distribuídos em aproximadamente 300 ilhas do Rio Paraná nos municípios de Icaraíma, Vila Alta, Altônia, São Jorge do Patrocínio, Terra Roxa e Guaíra. Para começar a incentivar o turismo em Altônia, a prefeitura criou a Festa da Pesca ao Paiuçú, na Vila Iara. A primeira festa está sendo organizada para os dias 20, 21 e 22 de setembro.
O Parque Nacional de Ilha Grande completa cinco anos em setembro. Até lá, os cerca de 640 proprietários de terras na região do parque devem ingressar com ações na justiça para garantir a indenização. O plano de regularização fundiária também está atrasado e o prazo vence quando o parque completar os cinco anos de criação.

mockup