Município treina enfermeiras para coletar material
Os governos Estadual e Federal também desencadearam campanhas de combate ao câncer de colo de útero, há cerca de seis meses. E todas as secretarias municipais de Saúde do Estado estão envolvidas nas campanhas, se organizando para viabilizar a coleta para os exames. Em Londrina, informou o secretário de Saúde, Agajan Der Bedrossian, a campanha começou antes. Desde o final do ano passado 20 mil mulheres passaram pelo exame.
Bedrossian explica que 70% dos postos de saúde da cidade contam com o atendimento ginecológico. E a Secretaria está treinando enfermeiras para coletar o material para exame. É um exame simples e indolor, diz. A meta é, até o final do ano, viabilizar a coleta do exame em todos os postos do município.
Toda mulher que já iniciou sua vida sexual, independente da idade, deve fazer os dois exames preventivos. A idade considerada crítica para o desenvolvimento da doença é dos 30 aos 40 anos. Mas o ginecologista José Fernando Góes Filho, da Associação Paranaense de Combate ao Câncer Ginecológico, alerta que o câncer pode se desenvolver em qualquer idade.
A doença pode resultar de infecções repetidas e inflamações, reações comuns do organismo da mulher à relação sexual. Motta lembra que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que estes exames preventivos sejam feitos uma vez por ano. Mesmo assim a estimativa é que apenas 15% das mulheres se submetem ao exame ginecológico com a periodicidade recomendada.
A consequência é que, só no Brasil, são registrados 30 mil novos casos de câncer ginecológico por ano e 8 mil deles vão a óbito. No Paraná, os índices são melhores. Ao todo, mil mulheres sofrem de câncer por ano. O Estado registra a morte de uma mulher por dia, vítima de câncer ginecológico.
Góes esclarece que o alto número de casos está ligado à resistência ao exame ginecológico. Ele explica que muitas mulheres têm vergonha de expor o corpo; outras não conhecem o próprio corpo e sabem da existência do exame. Mas o principal obstáculo é o medo da doença. Grande parte das mulheres não se submete ao exame por medo de um diagnóstico positivo. Não entendem que assim estão se expondo muito mais, diz.





