Londrina – Técnicos da administração municipal testaram ontem um novo modelo de ônibus para o Superbus. O veículo da Scania é movido 100% a gás veicular natural (GNV) ou biometano. O teste foi feito no Autódromo Ayrton Senna, na zona norte de Londrina. O modelo, apesar de já circular na Europa, deve ter a liberação para rodar no Brasil no segundo semestre.
O Scania Citywide Euro 6 tem 15 metros de comprimento, 53 assentos e capacidade para até 120 passageiros. Com dois eixos direcionais, o veículo veio da Suécia para um período de demonstrações na América do Sul. Antes de chegar ao Brasil, passou pelo México e Colômbia.
Segundo o diretor da Scania responsável pelo desenvolvimento de negócios de ônibus urbanos, Eduardo Monteiro, o modelo custa cerca de 20% a mais que um modelo semelhante a diesel, mas oferece, em contrapartida, um menor nível de emissão de poluentes.
E como o abastecimento do ônibus Scania movido a gás natural veicular (GNV) também pode ser feito por biometano, a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Londrina já é vislumbrada como possível fonte de energia para a frota do transporte coletivo.
De acordo com o diretor interino de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Mauro Andrade, o biogás gerado hoje diariamente no CTR é desperdiçado. "É um aterro tecnicamente bem construído. Mas precisamos fazer a segunda parte. Hoje, não tratamos esse biogás, que é emitido na atmosfera", explica. O ideal, comenta ele, é que este mesmo biogás passasse por um processo de tratamento e fosse, em seguida, transformado em biometano.
Hoje, conforme a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, a frota dos transporte público utiliza motores com tecnologia Euro 5. Os últimos 118 veículos adquiridos ano passado seguem este padrão.
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff, explica que o município está buscando conhecer modelos de ônibus que possam oferecer à população, a partir do Projeto Superbus, mais conforto, embarque diferenciado, mais espaço interno e melhor atendimento no serviço prestado. Para isso, os modelos apresentados à Prefeitura devem ser testados também pela comunidade. No caso da Scania, a testagem será realizada com um articulado a diesel, com 18 metros de comprimento e capacidade para 160 pessoas, uma vez que o veículo a gás não pode circular ainda pelas ruas. O ônibus articulado ficará à disposição do município por 40 dias.
Além Scania e da Volvo, que apresentou um veículo híbrido na semana passada, outras duas empresas ainda devem mostrar suas tecnologias à Prefeitura. Um modelo deverá ser escolhido, com base em questionários aplicados junto aos usuários, para que seja adquirido pelas concessionárias do transporte. Kireeff acredita que o Superbus já possa ser utilizado em Londrina ainda em 2016.

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