Moradores de rua deverão ter mais um lugar para se abrigar em Londrina, ainda neste semestre. A prefeitura está em fase de seleção de profissionais para trabalhar em um novo abrigo, só para homens, ainda sem local definido. O imóvel deverá ser locado.
A diretora de proteção social da Secretaria Municipal de Assistência Social, Nivea Maria Polezer, explica que o abrigo irá funcionar nos moldes preconizados pelo Sistema Único de Assistência Social: menor número de vagas, com atendimento mais personalizado. Uma equipe formada por psicólogos, educadores e assistentes sociais ficará por responsável por tentar resgatar vínculos familiares e comunitários dos usuários.
Segundo Nivea, todas as unidades destinadas a moradores de rua em Londrina irão passar por um processo de reordenamento para melhorar a qualidade do atendimento. É o que já acontece, por exemplo, no abrigo feminino Pão da Vida. Conveniado à secretaria há dois anos, ele atende 20 mulheres. No albergue SOS, são pouco menos de 20 vagas. A Casa do Bom Samaritano, que recebe até 76 pessoas, também poderá ser organizada em unidades menores.
Até ontem, apesar das baixas temperaturas, ainda sobravam vagas em todos os albergues. A diretora comentou que a operação ''Noite Fria'' foi substituída por uma ação constante. ''Temos feito reuniões sistemáticas com os abrigos e priorizado o retorno dos moradores de rua a suas cidades. Avaliamos cada caso e, se necessário, concedemos a passagem'', explicou.
Hoje, de acordo com Nivea, a maioria dessas pessoas advém de outros municípios, principalmente do interior do PR e de São Paulo. Três equipes do programa Sinal Verde se revezam em turnos para rodar a cidade em busca dos moradores de rua e encaminhá-los para albergues e programas sociais. ''Temos, em média, de três a quatro casos por dia que precisam de encaminhamento'', observou, salientando que há oito pessoas na cidade ''altamente comprometidas com a vivência de rua'' que não respondem ao trabalho da prefeitura. (V.N.)

Serviço - Quem precisar de atendimento em albergues e abrigos, ou souber de casos de pessoas vivendo na rua, pode entrar em contato com o Sinal Verde pelos telefones (43) 3378-0417, (43) 9991-4568 ou (43) 9996-3497 (todos aceitam ligação a cobrar).

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