Os coordenadores da Secretaria do Meio Ambiente afirmam que depois do fechamento do Lixão para o trabalho interno de catadores, a coleta seletiva passou a ser fundamental. ''Se a separação não for feita em casa ou na empresa todo o material se perde porque o acesso não é mais permitido'', lembra o coordenador da Coleta Seletiva, Ataíde Rosa. Durante 20 anos o Lixão permaneceu aberto aos catadores, mas por causa das condições subhumanas, a Justiça determinou o fechamento da área.
Para retirar as mais de 200 pessoas que diariamente garimpavam no local, o município criou três cooperativas. Parte desses trabalhadores reclama da falta de material e na redução da renda, o que leva a secretaria a reforçar a necessidade da coleta seletiva. ''Todos poderiam se beneficiar se a população desse resposta à campanha de seleção do lixo, porque o ato é simples, bastam duas sacolas, uma para o reciclável e outra para o orgânico'', destaca a coordenadora de Educação Ambiental, Marisa Colombo.
Segundo Ataíde, se o potencial de 80 toneladas/dia fosse selecionado, o município teria capacidade para criar e manter 20 cooperativas com mil trabalhadores. ''Até as indústrias e empresas do setor seriam beneficiadas porque teriam mais material reciclável e mais vagas no mercado de trabalho'', diz.

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