Município reduz reprovações escolares
A necessidade dos pais de viajar pode resultar em prejuízos para os filhos. Isso porque os trabalhadores rurais costumam passar meses por ano em fazendas de São Paulo e Minas Gerais. E as crianças são obrigadas a trocar de escola no meio do ano letivo.
Pelo menos até três anos atrás, perto de 50% dos estudantes de Nova América da Colina enfrentavam esse dificuldade, de acordo com a Secretaria Municipal da Educação. Como conseqüência, o número de repetências era alto. E muitas crianças simplesmente deixavam de freqüentar as aulas nas escolas paulistas e mineiras.
O quadro, de acordo com a secretária Guiomar Nunes Araújo, melhorou com o reforço escolar promovido no contraturno. Quando não é possível recuperar o conteúdo, o aluno vai para o conselho de classe. Tem criança que ainda perde o ano, mas o índice não é mais alarmante, declara.
Os números deste ano ainda não foram fechados. A secretária, no entanto, estima que de 30 crianças que viajam por ano, duas ou três sejam reprovadas na volta. Algumas reprovam ou desistem porque não estudaram lá ou porque voltam com defasagem. Mas os pais hoje estão estão mais conscientes e quando é necessário acionamos o Conselho Tutelar para entrar em contato com os pais, acrescenta Guiomar. Este não foi o caso do estudante César Sabino da Silva, 12 anos, neto do fiscal Givaldo Pereira da Silva e da dona de casa Terezinha Elias Sabino da Silva, 57. Sob os cuidados dos avós, ele nunca perdeu um ano na escola. Sempre levamos a transferência dele e ele estuda na escola que tem lá, comenta a avó. Segundo ela, os filhos dos lavradores têm a facilidade de contar com o transporte escolar em Garça e o próprio patrão cobra a assiduidade dos alunos. Não pode faltar sem motivo. Hoje, é só uma ou outra mãe que deixa o filho fora da escola, diz Terezinha. (F.R.F.)





