Município quer devolução de recursos da Acalon
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terça-feira, 24 de junho de 2003
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
O Município de Londrina está pedindo a devolução de R$ 68 mil à Associação da Criança e do Adolescente de Londrina (Acalon), mantenedora da Escola Oficina (zona norte), referentes ao repasse de verbas públicas em 2002. O valor foi determinado pela Auditoria da Prefeitura após uma investigação apontar que a instituição atendeu menos da metade da cota de crianças estipuladas no convênio.
A Acalon recebia cerca de R$ 9 mil mensais e, em contrapartida, deveria atender 168 crianças por mês, explica o auditor Milson Antônio Ciriaco Dias. A Escola Oficina atende crianças em risco que estão fora da rede regular de ensino, oferecendo também cursos e oficinas. Segundo o auditor, a irregularidade foi constatada em visitas in loco e na verificação de documentos internos.
O caso está na Procuradoria do Município que deve decidir se aceita o recurso ou cobra o valor judicialmente. Até lá, a Acalon não receberá recursos municipais.
A presidente da Acalon, Sônia Scalassara, acredita que há um erro de interpretação da auditoria. ''Eles queriam que as crianças fossem todos os dias à escola, mas tratamos crianças problemáticas que faltam muito, ficam dias fora da escola.'' Ela argumentou que a instituição é uma escola de passagem cujo objetivo é fazer com que as crianças voltem ao ciclo regular de ensino. ''A gente não quer segurar a criança aqui para fechar número, nossa meta é que elas sejam reinseridas na sociedade.'' Atualmente 148 crianças estão matriculadas e 100 frequentam o curso regularmente.


