Os médicos que atuam nas unidades de terapia intensiva (UTIs) Neonatal e Pediátrica dos hospitais Evangélico e Santa Casa de Londrina podem passar a receber mais R$ 40 por dia por paciente internado, além da diária de R$ 30 paga pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta foi feita ontem a diretores e médicos dos dois hospitais pelo secretário municipal de Saúde, Sílvio Fernandes. A condição para o pagamento extra é que as duas instituições mantenham o serviço.
Segundo Fernandes, a proposta surgiu para amenizar o problema causado com fim do convênio, firmado em 96 e encerrado em 31 de julho deste ano, que repassava aos dois hospitais R$ 60 mil mensais e que cobria parte dos custos, inclusive de outros serviços, que não serão beneficiados. ''Estamos buscando alternativas para mininizar o quadro da superlotação de UTIs na cidade. E os intensivistas ameaçaram não fechar escala, depois do fim do convênio, complicando ainda mais as coisas'', apontou.
De acordo com o secretário, o dinheiro virá de recursos orçamentários da Autarquia Municipal de Saúde e poderá chegar a R$ 26.752 por mês, quando todos os leitos do SUS estiveram ocupados. A Santa Casa tem cadastrados oito leitos em funcionamento e deve aumentar mais sete a partir de setembro. Já o HE mantém sete leitos pelo SUS.
Segundo a assessoria de imprensa da Santa Casa, a diretoria e os médicos já aceitaram a proposta. Mas ressalta que ela não resolverá os problemas da instituição com os plantonistas de pediatria, neurocirurgia e cirurgiões-gerais, que continuam negociando melhores renumerações. Os neurocirurgiões da Santa Casa, Hospital Infantil e Mater Dei, administrados pela Irmandade da Santa Casa, estão sem atender casos de urgência e emergência desde o dia 8 de junho. As negociações continuam.
Já a diretora-administrativa do Hospital Evangélico, Marisa Ferracin, disse que a proposta seria discutida em uma reunião ontem à noite, entre diretoria e médicos. Segundo ela, a proposta é direcionada apenas aos médicos, enquanto os hospitais são co-autores do serviço e, portanto, ''é preciso analisar se vai trazer benefícios para o todo'', disse. Para o secretário, porém, essa é a única forma que o Município pode ajudar no momento.

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