Depois de algumas semanas de indefinição, começa a ser delineado o futuro da Escola Oficina, que atende crianças e adolescentes em situação de risco no conjunto João Paes (zona norte de Londrina). Ontem, a secretária municipal de Ação Social, Maria Luiza Rizotti, afirmou que ou a Associação da Criança e do Adolescente de Londrina (Acalon, mantenedora da entidade) abre mão da administração ou será solicitada intervenção do Ministério Público (MP) para a desocupação do prédio, cedido pela prefeitura.
A decisão foi tomada na reunião do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), ontem à tarde, o qual analisou a proposta encaminhada sexta-feira passada pelo Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp). Pela sugestão do Estado, que foi recusada, as instalações da escola abrigariam o Programa Complementar de Atendimento às Medidas Sócio-Educativas, voltado a um público de 100 adolescentes e jovens (de 12 a 21 anos) infratores, para o cumprimento de medidas sócio-educativas.
''Acho arriscado reunir em um único espaço 100 adolescentes em conflito com a lei. O ideal é que esse atendimento seja descentralizado em outras áreas do município'', justificou a secretária, que disse ainda ter sido montada uma comissão para avaliar essa viabilidade, mas destinada aos infratores dos 12 aos 18 anos.
Hoje, ela se reúne com o auditor-chefe da prefeitura, Osvaldo de Lima, o procurador-geral do município, Carlos Scalassara, e a diretora da Acalon, Sônia Scalassara, para definir os rumos da entidade.

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