Município perde traços da colonização alemã
Apesar da origem na colonização alemã, Rolândia apresenta hoje poucos traços desta etnia. O aculturamento e a influência de outras etnias que também povoaram o município, e por já estar na terceira geração de descendentes de alemães, contribuíram para que as tradições acabassem esquecidas.
Alguns trabalhos para resgatar a cultura alemã foram desenvolvidos, como a Oktoberfest, criação de grupos de danças folclóricas, construção de restaurante e pousadas. A consulesa da Alemanha em Rolândia, Vera Tkotz, afirmou que é difícil manter a cultura de origem em um outro país.
Um dos exemplos de adaptação mencionado pela consulesa são os trajes típicos utilizados pelos alemães no Brasil. Aqui, assegura, as roupas são mais coloridas, mais enfeitadas. Se o latino vê as roupas tradicionais do nosso país, ele perde a graça, o interesse, ressaltou.
A consulesa garante que, por causa da globalização da economia e, principalmente com a unificação da Europa, muitos descendentes de alemães estão aprendendo a língua em escolas especializadas.
Mas a mudança de cultura não está somente ligada à questão da língua. O pastor luterano Reine Luís Leptag informou que estas mudanças têm muito a ver com a 2ª Guerra Mundial. Os alemães foram impedidos de falar sua língua, criando um trauma muito grande entre os que vieram para o Brasil.
Leptag garantiu que hoje não existe mais a preocupação de casamentos dentro da mesma etnia. Ela tem origem histórica nas tribos e nas famílias da Alemanha. O patrimônio familiar não podia ser dividido. Por isso era uma tradição o casamento entre pessoas do mesmo grupo.





