Município perde ambulâncias por não cumprir acordo
Cascavel - A população de Cascavel não está podendo contar com os serviços de quatro ambulâncias por causa da falta de cumprimento de um acordo entre a prefeitura e a Comissão dos Reassentados Atingidos por Barragens do Rio Iguaçu (Crabi), proprietária dos veículos. O acordo fechado em 1998, previa que a prefeitura disponibilizasse duas ambulâncias para atender os dois reassentamentos de Cascavel. A prefeitura possui, apenas, outras quatro ambulâncias.
A coordenadora da Crabi, Margaret Maran, reclama que está havendo um descaso por parte da administração municipal, em relação aos reassentados. Ela lembra que um convênio entre a Copel e o Município garante o repasse mensal de R$ 7,7 mil para a Secretaria de Saúde, que deveriam ser investidos dentro dos reassentamentos São Francisco e São João. ''Não faz sentido termos as ambulâncias, se elas não usadas por nossa população'', lamenta.
Segundo Margaret, um outro problema que inviabiliza a permanência das ambulâncias à serviço do município é a falta de um documento comprovando o acordo de comodato entre as partes. ''Não temos nenhuma garantia. Não se pode repassar um bem sem ter uma comprovação'', diz.
A secretária municipal de Saúde, Lilimar Mori, admitiu que as ambulâncias da Crabi estão fazendo falta para o Município. Ela acrescenta que a comissão exigiu que a prefeitura disponibilizasse duas ambulâncias com motorista 24 horas por dia para atender os reassentados. A proposta da Secretaria é manter as ambulâncias com motoristas durante 12 horas.
A secretária afirma que o município tem interesse em manter a parceria, mas adiantou que se não houver entendimento entre as partes, a Secretaria de Saúde irá adquirir, aos poucos, quatro ambulâncias. Esta proposta já foi aprovada pelo Conselho Municipal de Saúde.





