O diretor de pavimentação da Secretaria Municipal de Obras, Fernando Fara, concorda que as ruas que sofrem constantes intervenções de tapa-buracos necessitariam de recape. Ele pondera, contudo, que o município não tem condições de atender à demanda. ''O recape é uma coisa cara. E enquanto não se pode fazê-lo, não podemos deixar os buracos abertos expondo as pessoas a riscos de acidentes'', argumenta.
Fara ressalta que Londrina tem cerca de 1,9 mil quilômetros de rua e que, diante disso, ''a quantidade de ruas que precisam de recape não é tão violenta''. Ele defende a qualidade de vias recapeadas recentemente, como a avenida JK, e diz que, se surgirem buracos nesses locais, serão decorrentes de obras da Sanepar ou outras empresas. Quanto ao exemplo registrado pela reportagem nos jardins Santa Mônica e Itália, ele afirma que seria preciso avaliar o local.
A reportagem questionou o diretor sobre o dinheiro aplicado em recapeamentos e operações tapa-buracos nos últimos meses, mas ele informou que os dados ficaram retidos na Usina de Asfalto - fechada pelos grevistas. (V.N.)

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