O principal rio de Fazenda Rio Grande, o Mascate, vai ser recuperado com um programa que prevê o plantio de árvores nativas e a conscientização da comunidade para a importância de evitar a degradação do meio ambiente. O programa foi lançado ontem e começa com a recuperação das nascentes, apostando nas crianças como principais agentes da mudança.
O Rio Mascate corta Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, numa extensão de aproximadamente 10 quilômetros. Ele é formado por cerca de 80 fontes. O diretor do Departamento de Agricultura e Meio Ambiente do município, Luiz Ivan Rocha, diz que na maioria delas a situação é de degradação.
A principal causa é a ocupação desordenada de áreas na periferia. Segundo Rocha, há pelo menos duas grandes invasões à beira do rio, que além do acúmulo de lixo resultam na construção de fossas irregulares.
O principal ponto do programa de recuperação consiste em informar a comunidade sobre os danos que o rio sujo pode acarretar. ‘‘Estamos ensinando as crianças nas escolas, para que sirvam como multiplicadoras das informações’’, afirma Rocha.
Também estão sendo construídas caixas de retenção, para evitar o assoreamento com as águas das chuvas, e colocadas cercas de arame para dificultar o acesso às nascentes. Já foram recuperadas três nascentes, todas no bairro Gralha Azul, onde o programa foi lançado oficialmente ontem. Só nesse bairro existem 18 fontes que ajudam a formar o Rio Mascate. ‘‘Se cada bairro aderir ao programa, deixando de jogar lixo nas nascentes e de construir fossas nas proximidades, estará contribuindo para a preservação’’, disse o prefeito Celso Rocha.
A Prefeitura também planeja plantar milhares de mudas de árvores nativas ao redor das nascentes e, mais tarde, ao longo de todo o rio, recuperando assim a mata ciliar. As mudas - de cedro rosa, angico e açoita-cavalo, além de frutíferas como pitangueiras - serão doadas pelo Instituto Ambiental do Paraná.

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