Em uma cerimônia informal, que reuniu cerca de 40 pessoas ontem na Avenida Saul Elkind, região norte de Londrina, o secretário municipal de Cultura Bernardo Pellegrini, recebeu do deputado federal Alex Canziani (PSDB) documentação referente à futura construção da Bilblioteca Pública Municipal da Zona Norte. Os documentos contêm a sistemática exigida pelo governo federal para a assinatura de um convênio, que deve disponibilizar a maior parte dos recursos, orçados em R$ 250 mil. A biblioteca, que será construída em um prédio onde funcionava um supermercado, vai beneficiar sete mil alunos da região norte. Cerca de 12 mil livros da biblioteca pública do centro já estão disponibilizados para integrar o acervo.
A emenda ao orçamento da União já foi assinada em Brasília, e a verba deve ser liberada em junho. ‘‘Cabe à prefeitura providenciar as certidões negativas para que a verba esteja disponível o mais rápido possível’’, explicou o deputado. Canziani disse que o Rotary Clube da zona norte vai participar do projeto doando R$ 20 mil.
O vereador Leonilso Jaqueta (PMDB), um dos responsáveis pelo projeto, informou que o imóvel de 700 metros quadrados onde a biblioteca será construída pertence à Cohab, mas está hipotecado na Caixa Econômica Federal. Segundo Jaqueta, o prefeito Nedson Micheleti (PT) está renegociando as dívidas da Cohab e em breve ele acredita que a hipoteca estará suspensa.
A construção da biblioteca, na opinião do secretário Bernardo Pelegrini, é importante para a zona norte, mas ainda faltam outras opções culturais na cidade. ‘‘Se o Estado oferecesse mais salas de leitura, um espaço como esse (o prédio do ex-supermercado) poderia abrigar um centro cultural, com oficinas de circo e artes plásticas’’, disse Pellegrini.
Aluna do 3º colegial em um colégio da região, Deise Sumiko Saito, de 16 anos, concorda com o secretário de Cultura. ‘‘A biblioteca vai beneficiar os estudantes de toda a região, que precisam ir até ao centro da cidade para fazer pesquisas, mas queremos mais cultura’’, afirmou Deise. A garota, que é líder do grêmio estudantil e vice-presidente da União Londrinense de Estudantes de Londrina, falou em nome dos alunos da zona norte. ‘‘Com a biblioteca aqui as pessoas vão lidar com informática, vão ler mais e expandir os horizontes’’, salientou Deise, que cita o livro ‘‘O Cortiço’’, de Aluísio Azevedo, como obra de referência. ‘‘Li por recomendação da professora, mas achei o máximo.’’

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