Município investiga morte por dengue
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Simoni Saris<br>Reportagem Local 
Londrina pode ter registrado a primeira morte por dengue do ano. A Secretaria Municipal de Saúde ainda aguarda a confirmação dos exames feitos pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), mas testes feitos no Hospital Universitário (HU) já detectaram a doença em um paciente de 73 anos que morreu na quarta-feira. Ele era morador do Jardim Leonor (zona oeste), um dos bairros com mais casos notificados e confirmados de dengue no município.
Segundo a gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Rosângela Libanori, o paciente procurou atendimento na Unidade Básica de Saúde do Leonor no dia 12, queixando-se de mal estar, e foi medicado. Nos dias 13 e 14, ele retornou à unidade e exames detectaram uma pneumonia leve, sem necessidade de internamento hospitalar. A doença começou a ser tratada em casa. Na última terça-feira, no entanto, o homem voltou a sentir-se mal e foi levado para o Hospital da Zona Norte, onde foi constatado que a pressão arterial estava baixa. No mesmo dia, ele foi transferido para o HU e exames diagnosticaram dengue. O paciente faleceu às 19 horas de quarta-feira.
A gerente de Vigilância Epidemiológica afirmou que desde o início, durante o primeiro atendimento na UBS do Jardim Leonor, o caso foi conduzido como dengue clássica. "A doença foi sendo acompanhada concomitantemente à pneumonia", disse Rosângela. A Secretaria de Saúde foi notificada do falecimento na manhã de ontem, mas, segundo o órgão, o atestado de óbito não aponta a dengue como a causa da morte. No documento, a morte teria sido causada por septicemia abdominal. O HU informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não iria se manifestar sobre o caso.
Combate
Após a morte deste paciente, a Secretaria Municipal de Saúde intensificou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti na zona oeste, onde foi feito o bloqueio. A região registra o maior número de casos notificados e confirmados de dengue em Londrina. O bairro com maior incidência da doença é o Jardim do Sol, seguido pelos jardins Santiago e Leonor. Em quarto lugar está o Conjunto Maria Cecília (zona norte).
"O tempo tem colaborado com o mosquito, com muita chuva e calor, e a população precisa ajudar a combater a doença, fazendo a sua parte", ressaltou Rosângela Libanori.
O boletim semanal divulgado ontem pelo município aponta 2,6 mil notificações da doença desde janeiro. Deste total, 557 casos foram confirmados, 303 estão descartados e 1.740 aguardam os resultados de exames de laboratório.
No Paraná, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) confirmou seis mortes por dengue neste ano e outras nove estão sendo investigadas. Dentre as mortes já confirmadas, quatro ocorreram em Paranaguá (Litoral), uma em Curitiba e outra em Foz do Iguaçu (Oeste).
Zika e chikungunya
As notificações de zika e chikungunya também começam a chegar ao município. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, neste ano foram notificados seis casos de zika. Um caso autóctone foi confirmado e outros cinco estão sob investigação. As notificações de chikungunya somam oito até o momento. Dois casos foram confirmados, mas são importados.
"A maior preocupação é com as gestantes. A recomendação é que elas usem roupas claras, calças compridas e largas, blusas de manga longa, protejam as janelas com telas dentro das especificações e usem repelente nas áreas expostas do corpo", orientou a gerente.


