Município finaliza auditoria em hospitais
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sexta-feira, 05 de fevereiro de 2010
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
A Secretaria Municipal de Saúde deve receber na próxima semana o resultado de auditoria que vem sendo realizada pela Controladoria Geral do município nos hospitais de Londrina para levantar a real situação de cada instituição em relação os valores repassados pelo Ministério da Saúde, para atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O levantamento começou a ser feito no mês de outubro, pouco antes de os hospitais filantrópicos da cidade (Evangélico, Santa Casa, Infantil e Hospital do Câncer) suspenderam o atendimento nos prontos-socorros pela falta de médicos plantonistas, que pediram demissão devido a atrasos nos pagamentos de incentivos.
Ontem o secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, estimou que, juntos, os hospitais que fazem atendimento pelo SUS tenham uma dívida acumulada de aproximadamente R$ 30 milhões. ''Sabemos que a dívida não é pequena, mas não temos valores exatos. As contas são complexas.'' Segundo Bedrossian, a dívida foi gerada por uma constante e antiga defasagem entre o que é repassado pelo Ministério e o que é gasto pelos hospitais com atendimentos de média e alta complexidades. ''Como o problema não foi resolvido lá no início, tornou-se uma bola de neve.''
O secretário negou que o município não esteja repassando regularmente aos hospitais os recursos do Fundo Nacional de Saúde para os atendimentos pelo SUS, como informou o diretor superintendente do Hospital Universitário (HU), Francisco Eugênio Alves de Souza. Segundo o diretor, as falhas nos repasses por parte do município geraram uma dívida de quase R$ 15 mil, o que motivou a instituição a realizar ato público na manhã de ontem.
Reunido com um grupo de funcionários, Souza deu informações sobre as contas do hospital e sobre as tentativas de receber os recursos. O HU promete reduzir os atendimentos nos prontos-socorros (PS) médico, cirúrgico e ortopédico a partir do próximo dia 15, caso permaneça a situação.
Bedrossian lembrou que aguarda uma resposta do Ministério da Saúde sobre a possibilidade de aumentar o teto dos recursos repassados ao município. ''Queremos saber se eles (Ministério) vão poder ajudar, em quanto, e a partir de quando esta ajuda virá.'' (Colaborou Mariana Guerin)


