A Secretaria de Saúde de Londrina realiza, a partir da semana que vem, um mutirão de vacinação contra a hepatite B. A meta é vacinar 89 mil alunos com menos de 21 anos nas instituições municipais e estaduais. O principal alvo da secretaria, no entanto, são adolescentes entre 15 e 19 anos, cujo índice de cobertura vacinal é de apenas 19% em Londrina.
Apesar de a vacina estar disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), a procura dos adolescentes pelo serviço é muito pequena, como explica a gerente de epidemiologia do município, Sônia Fernandes. Na faixa dos 11 aos 14 anos, a cobertura é um pouco melhor, de 40%, mas está longe do ideal.
A hepatite B é uma doença viral caracterizada pela inflamação do fígado. Dentre as principais formas de contaminação estão a transfusão de sangue, o uso compartilhado de seringas e outros instrumentos entre usuários de drogas e as relações sexuais. De acordo com Sônia, a preocupação em atingir os adolescentes decorre da maior exposição deles a comportamentos de risco, como o uso de drogas e a iniciação sexual sem o uso de preservativo.
''Esperávamos que os adolescentes viessem a nós, como isso não ocorreu resolvemos ir até eles e a escola é a melhor oportunidade para isso'', comenta Sônia. A partir da semana que vem, quando os alunos de escolas municipais voltam das férias, as equipes das UBS vão iniciar os agendamentos para vacinação. Os pais de alunos menores de 18 anos serão avisados com antecedência através de carta e terão que autorizar o procedimento.
A secretaria vai investir cerca de R$ 200 mil no mutirão. A imunização deve ser feita em três doses com intervalo de até 60 dias entre a primeira e segunda vacinação e de cinco meses para a terceira.
Os principais sintomas da hepatite B são falta de apetite, coloração amarelada das mucosas e da pele, coceira no corpo, urina escura e fezes claras. Se não for curada a tempo, a hepatite torna-se crônica e a pessoa pode desenvolver cirrose e câncer de fígado.
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