A administração de Londrina já tem uma estratégia para vencer o último obstáculo para o início da construção do Centro de Detenção Provisória, unidade planejada para ter capacidade de abrigar 600 homens e resolver o problema de superlotação nos distritos policiais da cidade. Ontem, os secretários de Gestão Pública e de Governo desistiram de desapropriar amigavelmente o terreno indicado pelo Município e aprovado pela cúpula da secretaria estadual de Segurança Pública. Agora, vão partir para ação judicial.
Depois de alguns dias tentando, em vão, localizar o proprietário Dadier Ferronato, 65 anos, a administração municipal conseguiu encontrá-lo em um ferro-velho de sua propriedade, em uma área ao lado do terreno de 15,5 mil metros quadrados, que faz parte do Sítio São João. A área fica em frente ao prédio do educandário para adolescentes infratores, em fase final de construção, e bem próximo da Casa de Custódia (Zona Sul).
A comissão que avaliou o terreno estipulou o valor da desapropriação em cerca de R$ 61 mil, bem abaixo das pretensões de Ferronato. ''É irrisório. Não vou aceitar. Meu pedido é de R$ 250 mil'', afirmou. Segundo os sitiantes, o valor médio do metro quadrado da região é de R$ 15,00. ''Vou brigar na Justiça até quando puder'', garantiu.
Ferronato é dono das terras desde 1987. Ele arrenda boa parte do sítio. Parte da propriedade é destinada a criação de gado e a outra abriga lavouras de batata, cará e inhame.
De acordo com o procurador jurídico do Município, Carlos Alberto Scalassara, a ação de desapropriação será impetrada ainda esta semana e os R$ 61 mil serão depositados em juízo (o valor pode ser contestado e redimensionado).

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