Município espera regularizar segurança em 60 escolas em 2019
Curso de brigada de incêndio para servidores é uma das medidas necessárias para obter certificado dos Bombeiros; dos 120 prédios apenas 20 estão regulares
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de abril de 2019
Curso de brigada de incêndio para servidores é uma das medidas necessárias para obter certificado dos Bombeiros; dos 120 prédios apenas 20 estão regulares
Pedro Marconi - Grupo Folha 
Com quase que a totalidade das unidades escolares municipais em Londrina sem o certificado de segurança do Corpo de Bombeiros, a secretaria de Educação começou a colocar as primeiras medidas concretas em prática para reverter esta situação. Começou no fim de semana o curso de brigada de incêndio escolar para 320 servidores. A formação é uma das condições que a corporação condiciona para emitir o documento. Dos 120 prédios da pasta, apenas 20 estão com tudo regularizado.

Nesta primeira turma foram contempladas 21 instituições, sendo oito CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil) e 13 escolas municipais. O curso tem carga horária de 20 horas, que serão distribuídas em 11 horas de aulas teóricas e o restante de prática, com quatro horas e meia dedicadas a treinamentos. A teoria está sendo aplicada via ensino à distância, por meio da plataforma Escola de Governo da prefeitura.
De acordo com a secretária municipal de Educação, Maria Tereza Paschoal de Moraes, a meta é que 60 unidades tenham brigadas formadas até o final deste ano. Até dezembro de 2020 deverão ser todas, a partir de projeção da secretaria. “Acabando estas 20 escolas inicia a segunda turma, sendo o mesmo número de instituições, e assim irá até chegarmos na quantidade planejada”, projetou.
As brigadas de incêndio são grupos formados por voluntários que, diante de uma ameaça ou princípio de incêndio, agem de forma coordenada buscando preservar a vida e o patrimônio, além de atuar no apoio da ajuda especializada. As aulas são conduzidas pela Defesa Civil, com participação da secretaria municipal de Recursos Humanos e do Corpo de Bombeiros. A porção de pessoas que compõe as brigadas varia com a área construída e o porte de cada unidade. “Neste início falamos sobre extintores e primeiros socorros. Os participantes veem na prática o que foi passado na forma teórica”, explicou Demerval do Carmo, coordenador adjunto da Defesa Civil.
'Temos uma sequência de trabalho'
Outra ação obrigatória para conseguir a certificação é a adequação dos espaços, quando necessário, a partir de projeto aprovado pelos Bombeiros. A secretária de Educação informou que praticamente todos os prédios sem a regularização precisarão de alguma intervenção. “Temos uma sequência de trabalho, que será feito uma parte com nossa equipe de reparos e outra com contrato de empresa terceirizada, que já faz a manutenção de alguns lugares. Temos um programa para fazer isso durante este ano”, garantiu Moraes. “Em muitas escolas são questões simples, como colocar iluminação, enquanto que em outras é mais trabalhoso”, acrescentou.
Uma das unidades que terá que passar por adaptações é a escola municipal Professor José Gasparini, no conjunto Farid Libos, na zona norte da cidade. Diretora da instituição, Patrícia Ribeiro de Ávila afirmou que isto está a cargo da secretaria de Educação e deve ocorrer em breve, pois o projeto já foi elaborado e verificado pelo Corpo de Bombeiros. “Precisará ser trocado o portão por conta da rota de fuga. O nosso portão é de 'correr' e o correto é que seja de abrir para fora. Também temos a situação de uma rampa e implantação de corrimão no meio das escadas, já que o prédio tem dois andares”, elencou.
Atendendo 297 crianças do P5 ao 5º ano do ensino fundamental em período integral, a escola foi uma das escolhidas para esta primeira turma de brigada de incêndio escolar. Em razão do tamanho do prédio e do total de matriculadas, são necessários 14 brigadistas. “Fomos no primeiro dia de curso, no sábado (13), em 11 pessoas, já que diretora e coordenadores têm carga horária de 40 horas semanais e fica os dois períodos do dia na instituição, valendo por dois neste sentido de brigadista. É positiva esta formação, pois todos estamos sujeitos a situações adversas todos os dias. Ainda podemos replicar o conhecimento em outros espaços”, destacou.
Decisão
Em resolução expedida em dezembro, o CMEL (Conselho Municipal de Educação de Londrina) deliberou que não dará aval para o funcionamento de novas unidades públicas ou renovação de autorização das já existentes sem o certificado de segurança. Os CEIs (Centros de Educação Infantil), assim como as escolas particulares, contam com o documento. “Na primeira reunião do conselho neste ano nos comprometemos a não pedir nenhum funcionamento se não estiver tudo certo. Conforme formos regularizando, aí sim vamos mandar”, garantiu Maria Tereza Paschoal de Moraes.



