Município e planos de
saúde não dão remédios
A distribuição dos medicamentos para hepatite não é competência do município, na opinião do secretário de saúde de Londrina, Agajan der Bedrossian.
‘‘Mesmo que os postos de saúde acompanhassem os pacientes, não teríamos credenciamento para fazer a solicitação dos medicamentos’’, afirmou.
A prefeitura, segundo ele, é responsável pelo tratamento básico, que inclui a manutenção dos 54 postos de sáude do município, vacinação, exames parasitológicos, além de consultas pediátrica e ginecológica. ‘‘Fazemos o tratamento primário. A entrega dos medicamentos excepcionais é da esfera dos governos estadual e federal’’.
Bedrossian destacou que o município recebe mensalmente R$ 450 mil do Sistema Único de Saúde. ‘‘O dinheiro é usado na realização de 500 mil atendimentos por mês’’, afirmou.
PlanosA lei federal 9.659/98, que regula os planos de saúde e seguradoras de saúde, não trata da distribuição dos medicamentos usados no tratamento das hepatites B e C, segundo o diretor de mercado da Unimed em Londrina, Armando Diniz.
‘‘Os planos cobrem os medicamentos enquanto os pacientes estão internados. Os remédios passam a ser responsabilidade dos usuários, quandos estes vão para casa’’, explicou Diniz, afirmando que todas as coberturas estão previstas no planilhamento, que é balizado pela lei.
‘‘A Unimed, por exemplo, é uma cooperativa de médicos que trabalha com os recursos dos clientes. Se mil usuários tivessem hepatite, teríamos que aumetar o valor das mensalidades para poder fornecer o remédio’’. Mas, segundo ele, muitos clientes estão desistindo dos planos em geral, ‘‘alegando que os custos atuais já são altos’’. (C.L.)

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