Município e distritos evocam Ney Braga
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Widson Schwartz<BR> Especial para a FOLHA 
''Quem é Ney é Jânio; quem é Jânio é Ney Vou votar nos homens certos: o meu voto é Jânio e Ney Ele sabe, você sabe, eu também sei, nosso governador vai ser o Ney'', profetizava o jingle em 1960 A imensa popularidade do candidato a presidente da República Jânio Quadros impulsionava um novo personagem na política paranaense, Ney Aminthas de Barros Braga, a quem admiradores iam homenagear com nomes em comunidades: Braganey, município a Oeste; Bragapolis e Bragantina, respectivamente distritos de Janiópolis (Noroeste) e Assis Chateaubriand (Oeste)
Outra comunidade chamada Bragantina foi absorvida por Braganey, com o advento do município, criado em 3 de maio de 1982 e instalado em 1º de fevereiro de 1983, desmembrado de Corbélia
''Havia uma rivalidade entre Bragantina e Braganey'', conta João Cappelletto, o primeiro prefeito (1983-1988), que teria o segundo mandato na década de 1990 Braganey, porém, desenvolveu-se mais por causa do bem-sucedido loteamento urbano vendido por Isidoro Primo Frare, Joaquim Correa e Pedro Moreira Godoy E Bragantina se transformou em bairro urbano
Gaúchos e catarinenses haviam começado a desbravar a área na década de 1950, origem do povoado que se chamou Rio do Tigre, referência ao curso d'água, até ser elevado a distrito administrativo de Corbélia, em 1977, com o nome alterado para Braganey
Procedente de Guaporé (RS), João Cappelletto chegou em 1964 e se estabeleceu com madeireira ''E lá se vão 46 anos Vim com 30 e estou com 76 feitos'', faz a conta Quando chegou, já estava casado, com dona Jonilde, e tinha dois filhos pequenos; hoje, dos quatro filhos, todos formados em Direito, apenas um permanece em Braganey
Na avaliação do ex-prefeito, a cidade avançou nos anos 1980 e ainda melhorou na década de 1990; observa que a maior parte da pavimentação urbana, agora sendo restaurada, vem daquela época Desde então, mudou a base econômica, outrora no café ''O município teve 12 mil, 13 mil habitantes; hoje temos 6 500, vejo que falta a metade'', compara ''Havia aqui muitos arrendatários, que se foram para Mato Grosso e Rondônia ''
E ocorre o empobrecimento, aponta a professora de matemática e física Marilsa Aparecida do Santos, coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Dentro do limite proporcional à população, 424 famílias recebem bolsa, mas estão inscritas 970 e se todas fossem contempladas, quase a metade dos moradores do município seria atingida, em se admitindo a média de três pessoas por família Uma família excedente só entra se uma beneficiada sair


