Município e comarca no rumo da ferrovia
A Brazópolis norte-paranaense se torna pulsante, enquanto São José da Boa Vista, a célula-mãe regional, entra em declínio justamente por haver sido excluída do traçado da ferrovia. O Banco do Brasil, o Banco de Curitiba, o Francês e Italiano e o Noroeste do Estado de S. Paulo são representados em Brazópolis pela seção bancária no estabelecimento comercial do coronel Felipe Miguel de Carvalho. Ali, em 1919, o rapaz Avelino Vieira, de 16 anos, começa a exercitar a sua vocação para as finanças, que o levaria a fundar 10 anos depois, em Tomazina, o Banco Popular e Agrícola do Norte do Paraná, embrião de um futuro gigante, o Bamerindus.
O conde Penteado da Silva explora o carvão mineral e surge um pólo estratégico e econômico. Em 17 de outubro de 1935, fica transferida para Wenceslau Braz a sede da Comarca e do Município de São José da Boa Vista, que passa a denominar-se Comarca do Município de Wenceslau Braz (desmembrado de Tomazina), conforme decreto-legislativo assinado pelo interventor Manoel Ribas.
Criara-se o município de São José da Boa Vista em 1876 e a comarca, em 1880. A perda de tais prerrogativas foi creditada ao egoísmo do coronel Lico, pseudônimo do deputado estadual acusado de haver conseguido desviar os trilhos, alegando que a cidade seria perturbada por malandros e malfeitores que chegariam de trem. Na verdade, ele temia a entrada de outros políticos em seu reduto eleitoral. São José voltaria a ser município só em 1960. (W.S.)





