O município de São Jorge do Oeste (66 quilômetros ao norte de Francisco Beltrão), corre o risco de sofrer intervenção estadual. Em 1989, o então prefeito, Joares Jordani, demitiu 58 funcionários. Alguns tinham estabilidade no emprego como Orival Xavier, Erno Wulff e Andeli Ragnini. Os três não aceitaram um acordo e entraram na Justiça reivindicando direitos trabalhistas.
Em dezembro de 1996, a dívida do Município com os três funcionários era de R$ 1 milhão. A crise se agravou em 1993, quando a questão foi julgada em última instância na Justiça Federal, que determinou a admissão imediata dos três funcionários, incluindo o pagamento dos oito anos que ficaram afastados.
Segundo o chefe de gabinete da prefeitura, Ampélio Parzianello, o problema poderia ter sido resolvido bem antes, ‘‘mas o problema foi empurrado com a barriga por pura incompetência das administrações anteriores’’. Sem solução ‘‘Não temos nenhuma solução imediata. O Município arrecada R$ 300 mil o que significa que para pagar a dívida teríamos que ficar quatro meses com a prefeitura parada, sem atender a saúde, a agricultura, a folha de pagamento e o parque de máquinas. Isso sem computar o valor de R$ 2 milhões de dívidas que estão empenhadas na prefeitura’’, avalia o prefeito Luís Corti (PMDB).
‘‘Estamos liquidados. Pior, sem sabermos o que fazer porque temos uma dívida de RS 1 milhão a pagar e arrecadamos somente R$ 300 mil’’.
A juíza substituta da Comarca de Pato Branco, Sayonara Sedano, que está cuidando do caso, pediu ao governo do Estado um interventor para que a dívida seja paga. ‘‘O município ainda não está sob intervenção, mas pode ficar a qualquer momento’’, lamentava o prefeito Luís Corti, no final da tarde de ontem.

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