Município discute reposição de aulas
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Foram retomadas, na manhã de ontem, as aulas nas escolas municipais e na Universidade Estadual de Londrina (UEL), depois de um período de recesso como medida preventiva contra a gripe A. Para os 32 mil alunos de primeira a quarta séries do ensino fundamental e dos centros de educação infantil (CEIs) foram 16 dias parados.
Conforme a diretora de ensino da Secretaria de Educação de Londrina, Maria Inês Galvão de Melo, ainda não foi divulgado o novo calendário, cujas aulas estavam previstas,inicialmente, para terminar no dia 18 de dezembro. Representantes da secretaria pretendem agendar uma reunião com o Conselho Municipal da Educação para discutir como será feita a reposição das aulas.
''A proposta do Município é repor aos sábados e nos recessos'', informou Maria Inês, lembrando que a prefeitura buscou minimizar os efeitos da falta de aulas enviando tarefas para as crianças prepararem em casa e revisarem o conteúdo pedagógico do primeiro semestre. ''Foi uma medida bastante positiva, já que 98% dos pais atenderam o pedido da Secretaria e retiraram as tarefas nas escolas.''
No CEI Valéria Veronesi, que funciona na Região Central e atende 272 crianças, o índice de frequência no primeiro dia de aula não passou de 47%. Conforme a diretora Cristiane Martins Kussima, dos 109 alunos de um a três anos matriculados na creche, 62 retomaram as aulas na manhã de ontem. Já entre os 163 alunos de quatro a seis anos, apenas 69 estiveram na pré-escola.
''Já prevíamos muitas faltas pois muitas mães ligaram pedindo informações, com medo de mandar as crianças para a creche. Já as mães que trabalham só mandaram os filhos por medo de perder a vaga'', avaliou Cristiane.
Como medida preventiva contra a pandemia, a diretora orientou os professores a lavar as mãos de todos os alunos sempre que realizarem uma atividade diferente durante as 12 horas em que a criança permanece na instituição. Como as aulas acontecem em forma de circuito, a cada 20 minutos as turmas mudam de local dentro do centro educacional.
''Se a mãe estiver insegura ou a criança estiver com indício de gripe a recomendação é ficar em casa'', alertou Cristiane, justificando a preocupação dos pais: ''Eles estão com medo porque estão cada vez mais próximos de pessoas doentes'', afirmou.


