A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina deverá escolher o hospital do município mais adequado para comportar uma unidade especial para tratamento de vítimas de queimaduras. A informação é do coordenador-geral do setor de Alta Complexidade Ambulatorial do Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Carlos Armando Lopes do Nascimento. O gestor municipal, a comissão formada para discutir o assunto e representantes dos hospitais iniciam na próxima semana a definição sobre onde ficará a Unidade de Queimados.
De acordo com Nascimento, ''é pertinente'' o cadastramento de mais um Centro de Referência em Assistência a Queimados no Paraná. Ele lembrou que portaria publicada pelo Ministério da Saúde prevê a instalação de até quatro centros desse tipo no Estado. ''Como Londrina é um município em Gestão Plena do Sistema, é necessário que a Secretaria Municipal de Saúde escolha o hospital que fará parte da Rede Estadual de Assistência aos Queimados'', disse.
Depois de escolhido o estabelecimento hospitalar, a solicitação deverá ser encaminhada à Secretaria Estadual de Saúde para análise. Em seguida o processo deverá ser enviado ao Ministério para receber o parecer da Coordenação-geral de Alta Complexidade. Segundo o coordenador, o ministério já aguarda a documentação da Secretaria de Estado da Saúde para credenciar o hospital indicado. ''Ainda não recebemos nenhum processo com esse objetivo'', frisou.
O secretário municipal de Saúde, Silvio Fernandes, explicou que pelo fato de serem utilizados recursos públicos na implantação, existe preferência para que a unidade seja instalada no Hospital Universitário (HU). A mesma opinião é compartilhada pelo chefe da 17 Regional de Saúde, Gilberto Martin. ''Temos uma perspectiva concreta de contar com a unidade em 2004'', comentou Martin.
A implantação de um setor especializado no atendimento a queimados, com seis
leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), exigirá um investimento de R$ 2,5 milhões só para a montagem da estrutura. A manutenção mensal custará em torno de R$ 123 mil dos quais R$ 30 mil seriam gastos em materiais e medicamentos e R$ 93 mil em recursos humanos.

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