Município deve aplicar R$ 30 mi na atual gestão
O secretário municipal de Obras, José Eduardo Conter, disse ontem que as chuvas que ocorreram no domingo foram um grande incidente e que não há como evitar os estragos deste tipo de precipitação.
Segundo o secretário, a prefeitura deve gastar R$ 3 milhões para limpeza e desobstrução de galerias e fundos de vale para que as chuvas, que ainda persistem, não causem outra enchente.
A Prefeitura Municipal de Curitiba tem um programa de combate a enchentes, que prevê investimentos de R$ 30 milhões durante todo o mandato do prefeito Cassio Taniguchi. Até agora, já foram gastos mais de 50%. Segundo Conter, já estão em andamento as obras de dragagem dos rios Atuba, Barigui, Belém e Iguaçu.
O geólogo Renato Eugênio de Lima, da Universidade Federal do Paraná, acha que os estragos da chuva poderiam ser evitados se não houvesse ocupação de áreas de risco. Segundo ele, a várzea do rio Barigui, por exemplo, está ocupada de forma irregular. Os bairros Boqueirão e Vila Hauer, na várzea do Iguaçu, também. A própria Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) está num local de risco por causa do rio Belém.
Lima acha que o poder público deveria autorizar construções em áreas seguras e alertar os proprietários sobre qualquer risco que ocorresse.
Segundo Lima, outro problema é que o planejamento da cidade destruiu proteções naturais que poderiam amenizar episódios mais intensos como o que ocorreu no domingo. O geólogo disse que obras podem também diminuir os estragos de chuvas mais intensas, mas, às vezes, a desocupação acaba saindo mais barato.
Na opinião de Lima, se não se optar pela desocupação, a prefeitura deve ao menos investir na construção ou manutenção de canais de drenagem, tubulações e bueiros.





