Município analisa hoje concessão para Sanepar
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quinta-feira, 28 de novembro de 1996
Alexandre Sanches 
SÃO SEBASTIÃO DA AMOREIRA - Os vereadores de São Sebastião da Amoreira (47 quilômetros ao sul de Cornélio Procópio) devem analisar na sessão de hoje o contrato de concessão do sistema de abastecimento de água para a Sanepar, em novembro de 1991. Antes o serviço era mantido pela prefeitura. Eles questionam a falta de investimentos desde a assinatura do contrato e os problemas ocorridos nos últimos anos.
O questionamento maior está na constante falta de água e, mais recentemente, na quantidade de água barrenta que saiu das torneiras há duas semanas. As chuvas fortes - cerca de 140 milímetros em uma hora - provocaram o rompimento de várias curvas de nível, levando lama para o sistema de captação de água. A cidade, segundo os moradores, chegou a ficar cinco dias sem água nas torneiras.
O vereador Maurício Antonini Barbosa disse que a Câmara quer saber como está sendo cumprido o contrato de concessão do Sistema Autônomo de Água e Esgoto (Saae), mantido até 1991 pela prefeitura e Fundação Nacional de Saúde, para a Sanepar. Nós tínhamos vários problemas de abastecimento, com canos velhos e sistema ultrapassado. A Sanepar, quando assumiu o serviço, tinha o compromisso de investir na modernização do sistema, o que não aconteceu, explica.
O gerente regional da Sanepar em Cornélio Procópio, Milton Borghi, explica que o problema de captação nas últimas semanas não ocorreram somente em São Sebastião da Amoreira. Ele disse que houve interrupção no abastecimento de água provocada pelas chuvas nas cidades entre Cornélio Procópio e Sapopema.
O gerente diz que a Sanepar perfurou dois poços artesianos, investiu em tratamento de água e implantou aproximadamente seis quilômetros de rede. Antes da Sanepar assumir o abastecimento, a água era contaminada com coliformes fecais. Com a entrada da Sanepar, 98% dos problemas gastrointestinais das crianças foram sanados, afirma.


