Municipalização da saúde é festejada
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terça-feira, 28 de outubro de 1997
Lúcio Horta 
Londrina
Paulo WolfgangCentralizaçãoBedrossian homenageia servidor: Villa da Saúde racionaliza gastosA Prefeitura aproveitou o Dia do Funcionário Público, comemorado ontem em todo o País, para lembrar os 20 anos da municipalização do sistema da saúde em Londrina. A solenidade foi feita pela manhã, durante a entrega oficial da Villa da Saúde, que funciona a cinco meses na rua Santa Catarina (área central). Foram homenageados 114 servidores municipais, além de ex-secretários da Saúde, que participaram do processo de municipalização.
Até 1977, os serviços de saúde eram oferecidos, em sua maior parte, pelo próprio Governo Federal. O prefeito Antonio Belinati (PDT), também chefe do Executivo na época, lembra que a Cidade foi uma das primeiras no País a iniciar o processo de municipalização da saúde. O objetivo inicial era construir pelo menos quatro postos, que ofereceriam serviços básicos para a população mais carente.
Prometi quatro, mas depois constuímos mais cinco, dez, e perdi a conta, diz o prefeito, lembrando que o primeiro posto inaugurado em Londrina foi o da Vila Nova (área central). Há 20 anos tínhamos 114 funcionários trabalhando na saúde. Hoje temos 1,7 mil.
Atualmente, a Cidade conta com 51 postos de saúde em funcionamento, além de outros em fase de conclusão. Belinati diz que a prioridade, a partir de agora, é a ampliação dos atuais postos, já que a demanda nos próprios bairros tem aumentado muito nos últimos anos. Na época esses postos atendiam bem a população, mas de repente houve a explosão. O posto que era bom há 10 ou 15 anos atrás agora precisa de ampliação.
O diretor-superintendente da Autarquia Municipal da Saúde, Agajan Der Bedrossian, acredita que a municipalização proporcionou à Cidade um dos melhores serviços de saúde do País. Ele aponta que a Villa da Saúde, com 2,4 mil metros quadrados de área, tem papel importante nesse processo por centralizar a administração e aperfeiçoar o atendimento à população. Antes nós estávamos em seis prédios. Com a centralização, racionamos espaço, comunicação, equipamentos, transporte, entre outros.
Na Villa da Saúde funcionam os setores administrativos de todas as áreas, como recursos humanos, setor de informação à saúde, das unidades básicas de saúde, internação domiciliar e oficina de saúde. Antes, esses setores funcionavam em seis prédios: na Duque de Caxias, Leste-Oeste, Shangri-Lá, ruas São Vicente e Acre, além da Regional de Saúde. Cada um tinha uma mini-estrutura, com vigilante, secretaria, funcionários. Agora não: dois vigilates, por exemplo, já são suficientes, aponta Bedrossian, sobre a economia que centralização pode trazer para o município. O secretário diz que os funcionários excedentes foram transferidos para outro setores da administração.
Na solenidade de ontem também houve apresentação de coral, teatro e painéis de funcionários da Saúde que fazem parte do projeto Artéria. O projeto tem como objetivo encontrar maneiras criativas de levar as informações sobre saúde para a população de Londrina.


