Munição abandonada é de uso militar
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quinta-feira, 23 de julho de 1998
Eledovino Bassetto Junior 
O projétil de canhão encontrado por um catador de papel na Rua José de Alencar, na terça-feira, é na verdade munição anti-carro e não antiaérea, como divulgou a Polícia Militar. O petardo - de uso exclusivo das Forças Armadas - está sendo periciado no quartel-general da 5ª Região Militar e não oferece risco de explosão.
O que podemos informar é que se trata de um material de exercício e que a ogiva é inerte, não oferecendo riscos de explosão, disse o chefe da Comunicação Social da 5ª RM, coronel Almir Teodoro. Ele também informou que o petardo destina-se a um tipo de canhão, de 37 milímetros, que está em desuso há mais de dez anos. Esse tipo de canhão está obsoleto há muito tempo e não acredito que bandidos estivessem pensando em usar o projétil, mesmo porque não teriam o canhão, acrescentou o coronel. As investigações para determinar a procedência do petardo continuam, mas até agora não há informação sobre como o projétil foi parar numa calçada. Depois que se souber de onde veio a munição, o material será destruído. Segundo Teodoro, não há registro de furto de material controlado pelo Exército.
Dinamite - Em menos de 15 dias foram registradas três ocorrências de abandono de material explosivo em Curitiba. A Delegacia de Armas, Munições e Explosivos continua investigando a origem de 198 bananas de dinamite, encontradas num escritório abandonado no bairro Parolin. Informações preliminares indicam que o material foi abandonado por estar sem condições de uso. No caso da lama explosiva encontrada num terreno baldio, a Deam acredita que tenha caído de um caminhão de transporte. O que foi apurado é que seis caixas teriam caído de um caminhão. O motorista, quando percebeu que o engate estava aberto, voltou pelo trajeto e recuperou três delas, disse o investigador José Maria Neves, do setor de vistoria de explosivos.
O investigador descartou correlação entre os três casos: Isso está completamente fora de questão, não existe correlação entre os casos, disse, acrescentando que os inquéritos ainda estão em andamento para determinar a responsabilidade dos donos do escritório abandonado. Ele disse ainda que a Deam não registrou nenhuma ocorrência de furto ou desvio de material explosivo neste mês.Mauro FrassonMistérioO tenente Nelson mostra a bala de canhão que ninguém sabe de onde veio, apesar de ser de uso exclusivo das Forças ArmadasO projétil de canhão encontrado por um catador de papel é o terceiro material explosivo descoberto em Curitiba
A munição, segundo o
Exército, é obsoleto
e não oferece
risco de explosão


