Munhoz nega indicação política
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segunda-feira, 15 de setembro de 1997
Paulo Ubiratan 
Londrina
O advogado Luis Carlos Munhoz, que assume hoje a direção da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), nega que sua nomeação seja de caráter político. Fui convidado pelo Edson Vidal (secretário estadual de Justiça), em virtude do meu trabalho quando estive da direção do Conselho Comunitário de Segurança de Londrina. Naquele época, batalhei para a implantação da PEL e agora luto pela construção da Prisão Provisória.
Munhoz não nega ter participado da reunião com as lideranças do PFL, que estiveram em Londrina no último sábado. Ele diz que já foi filiado ao PDT, mas que atualmente está sem partido, esperando o momento de assinar ficha no PFL, um partido que - ele afirma - sempre lhe agradou. Estou com a ficha do PFL preenchida, apenas falta assinar. Essa atitude não está ligada à minha nomeação. Fui convidado para assumir a PEL no dia 3 deste mês, quando estive em Curitiba. Na ocasião, pedi para pensar no assunto, e somente no dia 5 aceitei o convite para o cargo de diretor.
O novo diretor da PEL acredita que não será fácil a tarefa de administrar a penitenciária. Para isso ele trouxe de Curitiba o agente penitenciário Cristovão Almeida. Segundo Munhoz, Almeida é de sua absoluta confiança, e irá assumir a função de chefe de segurança da PEL. Essa mudança também está criando questionamento junto a agentes de segurança de Londrina. O delegado sindical dos agentes penitenciários, Jarbas César Palhano, afirma: Queremos conhecer os motivos que levaram a essa mudança na chefia.


