Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
Uma escola construída há 40 anos no Parque Nacional do Iguaçu, e que estava desativada desde 98, vai ser reaberta na próxima semana graças a uma multinacional. A Aventis Pharma – uma das maiores indústrias farmacêuticas do mundo, formada a partir da fusão das empresas Rhodia e Hoechst – patrocinou a reforma do prédio e vai ajudar na manutenção de um programa de educação ambiental que funcionará no local.
Entre 1959 e 98, a escola atendeu filhos de funcionários do parque e de pequenos proprietários rurais das imediações. Com quatro salas, possuía turmas de 1ª a 4ª série primárias. Foi fechada, quando atendia apenas 13 crianças, por causa da falta de estudantes.
Agora, as salas de aula serão transformadas em laboratórios de zoologia e botânica, para o estudo prático de animais e plantas do parque. A estrutura será usada na formação de professores e alunos na disciplina de educação ambiental. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9.394/96) tornou obrigatório o ensino ambiental.
Segundo o Departamento de Comunicação da Aventis, em São Paulo, a meta é formar 700 professores por ano. A escola ambiental vai atender alunos de primeiro grau dos 10 municípios das regiões Oeste e Sudoeste do Estado vizinhos ao parque. Só em Foz do Iguaçu, há 32 mil estudantes no ensino fundamental, em 57 escolas municipais.
A reforma do prédio vai custar R$ 28 mil – R$ 15 mil doados pela multinacional e R$ 13 mil pagos pela prefeitura de Foz. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que administra o parque, vai ajudar na manutenção.
A secretária municipal de Educação, Alenir Inácio da Silva, disse que a escola começará a funcionar em março. A inauguração será quarta-feira, com a presença do presidente da Aventis Pharma do Brasil, José Rubens Paulella. A atividade faz parte da campanha de lançamento da empresa no Brasil, que será feita durante convenção em Foz do Iguaçu.

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