Cidade do Vaticano - Um número recorde de peregrinos - em torno de 400 mil pessoas -, a maioria vestidos de terno escuro e gravata, foi ontem à Praça São Pedro para assistir à canonização do fundador da Opus Dei, o espanhol Josemaría Escrivá de Balaguer. O terno com gravata é símbolo da organização católica fundada em 1928, que conta com 84 mil membros em todos os continentes, um quarto deles na América Latina.
Importantes delegações com representantes de governo, vindas de vários países, entre eles Espanha e Itália e quase todos os países latino-americanos, assistiram à cerimônia presidida pelo Papa João Paulo II.
Falando à reportagem, o cardeal dom Eugenio Sales, arcebispo emérito da arquidiocese do Rio de Janeiro e um dos concelebrantes da missa, disse que a canonização de Josemaría Escrivá ajudará a Igreja na preservação ''da pureza da doutrina, da reta formação da juventude e da fidelidade ao Santo Padre.'' ''Uma das características da pregação de João Paulo II foi o apelo à santidade. Aí está um modelo para os nossos dias'', disse o cardeal referindo-se ao novo santo. A cerimônia, co-celebrada por 400 bispos de 61 países, entre eles 14 cardeais, foi transmitida por 29 canais de televisão no mundo todo.
As celebrações da canonização continuarão nos próximos dias. Amanhã, o bispo prelado do Opus Dei, dom Javier Echevarría, rezará, também na praça de São Pedro. Depois, o papa concederá audiência aos fiéis. Uma grande multidão deverá estar presente. A prefeitura de Roma, temendo um engarrafamento, decidiu que os transporte serão gratuitos.
De amanhã até quinta-feira, dia 10, serão celebradas 29 missas de ação de graças em mais de 15 idiomas, por cardeais e bispos em 16 igrejas romanas. A missa para os peregrinos de língua portuguesa, na Basílica de S. Andréa della Valle, será presidida pelo cardeal Saraiva Martins, prefeito da Congregação das Causas dos Santos e concelebrada pelo cardeal Eugenio Sales.

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