A multa aplicada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) às empresas integrantes do Pool de Combustíveis em Londrina, devido ao vazamento de óleo diesel no Ribeirão Lindóia (zona oeste), é a terceira maior registrada no Estado, só perdendo para as aplicadas à Petrobras em duas ocasiões diferentes. Em Londrina essa foi a maior multa emitida contra empresas que provocaram danos ambientais. As empresas Ipiranga, Shell, Texaco e Esso foram autuadas em R$ 5 milhões cada uma, totalizando R$ 20 milhões de reais. O gerente do Pool, Milton Serralvo também foi multado em R$ 10 mil porque o IAP entendeu que é co-responsável no caso.
Os envolvidos têm 20 dias para recorrer da decisão do IAP. A empresa Shell afirma que não faz parte do Pool. ''No início do empreendimento a Shell participou da compra do terreno mas ela não opera no local'', declarou o gerente de instalações, José Cardoso Teti. Ele complementou que ainda não tem uma posição sobre o caso porque não recebeu a autuação. ''A multa foi encaminhada para nossa unidade em Maringá mas, como não tinha nenhum procurador autorizado a recebê-la, o fiscal ficou de entregá-la na nossa sede no Rio de Janeiro'', explicou.
A advogada da Texaco, Marilena Martins, afirmou que a empresa vai recorrer. ''A multa é descabida e excessiva'', argumentou. Luiz Eugenio, gerente de meio ambiente e engenharia da Ipiranga, disse que todos ficaram em estado de choque com a multa. ''Nós ficamos tão surpresos com o valor dessa multa que ainda não temos nada a declarar. A assessoria jurídica vai tomar as medidas cabíveis''. Milton Serralvo voltou a afirmar ontem que ''todas as empresas vão recorrer porque a própria lei já prevê isso, já é praxe''. O representante da empresa Esso estava em uma reunião e não retornou a ligação da Folha até o fechamento da edição.
Em 16 de junho de 2000 houve um acidente ambiental com vazamento de petróleo em Araucária e a multa aplicada à Petrobras foi de R$ 50 milhões. Em 16 de fevereiro de 2001, furou um duto da empresa na Serra do Mar e o valor da multa chegou a R$ 150 milhões pela reincidência.

mockup