Um grupo de 100 mulheres de Cascavel está sendo selecionado para testar o preservativo feminino (camisinha). Durante um ano, repassarão informações sobre a receptividade delas próprias e de seus parceiros sexuais. O teste faz parte de um programa do Ministério da Sa© úde, que está sendo iniciado agora envolvendo 20 mil mulheres em todo o País. O objetivo principal é prevenir doenças sexualmente transmissíveis e, consequentemente, evitar gravidez não programada.
O ministério fornecerá as ‘‘camisinhas’’ para órgãos públicos de saúde em cidades onde já existem comissões municipais de prevenção a Doenças Sexualmente Transmissíveis e à Aids (DST/Aids). Em Cascavel, parte do grupo já está formado e ele deve estar completo até terça-feira. As voluntárias estão se habilitando nos postos de saúde. Segundo a coordenadora do programa de controle de DST/Aids, Rossana Costacurta, isso não significa que apenas mulheres pobres farão o ‘‘teste’’. ‘‘Alguns postos estão localizados em bairros de classe média’’, explica.
As mulheres serão monitoradas pela comissão e os postos para que a aceitação seja avaliada. A intenção do Ministério da Saúde é disseminar o preservativo feminino em todo o País. O alvo central são mulheres cujos parceiros se recusam a usar a camisinha masculina. No caso das mulheres, Rossana reconhece que também há restrição no uso do preservativo, mas um fator que compromete seu uso constante é o custo, aproximadamente R$ 3,00, até seis vezes mais alto que o masculino.
A coordenadora frisa que ainda há grande desinformação por parte das mulheres quanto ao risco das doenças sexualmente transmissíveis, inclusive por seus parceiros permanentes. Até o ano passado, o número de infectadas pelo vírus HIV era de 10 para cada homem. Este ano, passou a ser de duas por um. ‘‘Por isso, as campanhas como a que está sendo iniciada são vitais para frear esta disseminação da doença entre as mulheres’’, diz Rossana.

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