Maigue Gueths
De Curitiba
Com a chegada do inverno, a queda de cabelo passa a ser uma queixa comum nos consultórios médicos de dermatologistas e clínicas de estética. Segundo a especialista em Medicina Estética e Cosmética Médica, Flávia Dalledone, nesta época os casos crescem tanto que 40% das consultas nos consultórios especializados passam a ser de pessoas que enfrentam problemas de queda de cabelo. O problema, segundo ela, é mais comum entre as mulheres.
‘‘A literatura médica não traz explicação científica para este aumento, mas especula-se que a mudança de temperatura possa causar algum desequilíbrio interno’’, dis Dalledone. A queda de cabelo é considerada normal quando caem entre 60 a 120 fios de cabelo por dia, o que é pouco se considerarmos que o total de fios no couro cabeludo é de 100 a 150 mil fios, em média. A renovação dos cabelos é um processo natural. Até os seis anos de idade a quantidade de cabelos apenas aumenta, mas a partir daí inicia-se um processo de renovação dos cabelos a cada 3 a 8 anos, tempo variável para cada pessoa.
A queda de cabelo acentuada, no entanto, atinge entre 60 a 75% da população mundial em alguma fase da vida. Nos homens, a principal causa de queda de cabelos é a chamada ‘‘alopécia Androgenética’’, de origem genética, e que pode aparecer a partir dos 20 anos de idade até os 60 anos.
Este tipo de calvície também pode atingir as mulheres, mas é muito mais raro. Segundo a dermatologista Ewalda Stahlke, uma das causas comuns, no sexo feminino, são as variações hormonais. É comum a queda de cabelo após a gravidez, no começo ou em uma parada no uso da pílula anticoncepcional e na menopausa. Assim, sempre que uma mulher procura os consultórios queixando-se de queda de cabelos, é feito um exame no sentido de verificar as alterações hormonais. ‘‘Pode ser sinal de problema na tireóide ou no ovário’’, diz Dalledone.
Também é comum acontecer queda de cabelo quando as pessoas usam certos medicamentos ou quando fazem uma dieta muito rígida, com pouco ferro e proteína. O stress é outro causador de perda de cabelos. Um stress severo, inclusive, pode levar à alopécia areata, uma doença imunológica, que pode causar desde a perda de cabelo localizada na cabeça, por exemplo, como a queda generalizada. Foi o que aconteceu, recentemente, com a princesa Caroline de Mônaco, que apareceu em fotos de revistas de todo o mundo sem cabelos na e sem sobrancelhas.
Segundo Dalledone, atualmente o remédio mais eficaz contra a calvície genética masculina é o Finasterida, uma droga que atua sobre o hormônio testosterona, bloqueando a queda. A droga, entretanto, só é usada em homens. As mulheres acometidas pela alopécia androgenética são obrigadas a tomar remédio anti-hormônios masculinos a vida toda. Os médicos não recomendam o uso de shampoos ou a ingestão de medicamentos por conta própria, uma vez que isto poderia mascarar um real motivo de queda de cabelo de origem hormonal.

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