Mulheres se acidentam menos que homens, mostra estatística
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sábado, 08 de março de 2003
Giovana Kindlein<br> Reportagem Local 
Já vai longe o velho ditado popular ''mulher no volante, perigo constante''. As estatísticas do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL) comprovam. Dos 5.500 acidentes registrados no ano passado em Londrina, cerca de 1.700 tinham mulheres como condutoras, ou seja, apenas 30% do total. Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, o Conselho Municipal de Trânsito realizou na manhã de ontem uma blitz educativa, próxima ao Calçadão. Representantes do conselho sugeriram que motoristas e pedestres sigam o exemplo das mulheres no volante.
Entre as características femininas relacionadas pela diretora de Educação do Conselho Municipal de Trânsito, Cristina Dantas, estão a obediência às leis de trânsito, a direção defensiva, a baixa frequência de mulheres dirigindo alcoolizadas, e o capricho e cuidado com o carro. Segundo Cristina, estas qualidades contribuem para que o trânsito seja menos violento.
Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontam que dos 55,5 mil acidentes ocorridos nos primeiros seis meses de 2002 no país, envolvendo 94,7 mil motoristas, apenas 5,7 mil eram mulheres, cerca de 6% do total. Conforme Cristina, uma pesquisa do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) mostra que a mulher é uma motorista muito mais consciente e cuidadosa do que o homem.
Além disso, complementa a gerente de trânsito do IPULL, Cristiane Biazzono, os acidentes com mulheres no volante são menos graves do que os que envolvem homens e resultam em menor número de mortos e feridos. A psicóloga Andrea Cíntia Margato, que também participou da blitz educativa, destaca que ''a mulher tem o instinto maternal e o usa no trânsito''. Ela cita o próprio exemplo: ''quantas vezes, ao frear bruscamente, estendi a mão para proteger quem estava ao meu lado. É quase involuntário''.
Por conta destes fatores, de acordo com a diretora do Conselho Municipal de Trânsito, as empresas de seguro estão dando preferência e descontos para as mulheres. ''A justificativa é que elas se envolvem menos em acidentes e cuidam mais do veículo''. Até mesmo no mercado de usados a motorista é valorizada - os carros usados que pertencem à mulheres são mais valorizados. Geralmente, elas cuidam e conservam melhor os veículos do que os homens.


