Curitiba - Duas mulheres foram presas na segunda-feira em Curitiba acusadas de tráfico de drogas. Lucile Wisnievski, 31 anos, e Jacquelina de Fátima Martins, 26, foram apresentadas ontem pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc). Segundo a polícia, as duas, com o auxílio do taxista Marcos da Silva Araújo, 37, comercializavam crack há cinco anos na Praça Tiradentes, no Centro de Curitiba. A polícia apreendeu cerca de 200 pedras de crack e 12 gramas de maconha que estavam na casa de Lucile, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Lucile e Jacquelina foram autuadas em flagrante e vão responder processo por associação e tráfico de drogas. O taxista, que segundo a polícia fazia as corridas da residência de Lucile para o Centro de Curitiba e avisava sobre a possível presença de policiais no ponto de comercialização do crack, é acusado de associação ao tráfico de drogas. Araújo foi detido em sua casa, no bairro Uberaba, em Curitiba. Ainda de acordo com a polícia, ele colaborava com as mulheres há dois anos.
Um homem, identificado apenas como Clodoaldo e que seria também membro da quadrilha, foi preso em São Paulo depois de uma troca de tiros com a polícia, durante uma tentativa de assalto. Ele é acusado de fornecer a droga para as duas mulheres. Clodoaldo também é de Curitiba. Ele foi preso pela Polícia Civil de São Paulo, mas está hospitalizado, ferido depois do tiroteio.
O Denarc chegou à quadrilha por meio de denúncias pelo serviço 181 (Narcodenúncia). Há cerca de dois meses acompanhava a movimentação das mulheres, realizando inclusive filmagens da ação. Lucile e Jacquelina agiam nos pontos-cegos das câmeras instaladas pela prefeitura na Praça Tiradentes. A polícia não sabe como as mulheres descobriram em quais locais as câmeras não são capazes de filmar, já que estão escondidas.
Para registrar o crime, a Polícia Civil optou por fazer filmagem móvel. As imagens mostram as duas fazendo o comércio de crack na praça e em bares da região. No momento da prisão, elas tentaram engolir nove pedras de crack para evitar o flagrante. O hábito de esconder as pedras na boca era constante, segundo a polícia.
O comércio da droga era realizado durante o dia. As mulheres agiam entre as 5 e 11 horas. ''Elas vendiam cerca de 100 pedras de crack por dia, faturando em torno de R$ 1 mil em uma manhã'', informa o delegado Cassiano Aufiero, que comandou a ação.
Segundo o delegado Aufiero, muitos usuários também podem ser identificados por meio das imagens realizadas pela polícia. Uma investigação será feita para chegar até eles, com o objetivo obter mais informações sobre a quadrilha e identificar outros traficantes. Além disso, a intenção é encaminhar os usuários para tratamento.

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