Mulheres que ajudaram adoção ficaram de fora
Mulheres que
ajudaram adoção
ficaram de fora
As três mulheres acusadas de intermediar a adoção dos gêmeos de Campo Largo não foram indiciadas pelo delegado Harry Herbert, do Sicride. O delegado avaliou que elas não tiveram participação nos crimes. A doméstica Sirlene Aparecida Pinto, a diarista Isinha Carneiro dos Santos e dona de casa Loreni de Lourdes dos Santos Oliveira foram acusadas de informar ao pastor que Marisa da Maia e o marido queriam doar os filhos.
Loreni Oliveira afirmou à Folha que os bebês haviam sido adotados por um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus antes de revelar à polícia. Obreiras da igreja, segundo o delegado, elas sabiam que Praczyk queria adotar uma criança.
A peça mais importante das investigações foi Sirlene. Ela confirmou ao delegado que foi orientada por Paulo Ronaldo Andrade, chefe de gabinete do deputado, a deixar Curitiba para dificultar o trabalho da polícia. A doméstica contou ter passado um mês escondida em Guaratuba, por conta de Andrade. Ela também teria recebido dinheiro para ir a São Paulo.
Apesar do indiciamento e de uma remota possibilitade de julgamento, o delegado acredita que Praczyk não iria para a prisão se fosse de fato julgado e condenado. Vamos ser realistas. Mesmo que ele pegue uma pena, para a cadeia ele não vai, disse.





