Mulheres garantem vigília com rodízio em Cascavel
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segunda-feira, 21 de maio de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
As mulheres de policiais militares lotados no 6º Batalhão de Polícia Militar de Cascavel decidiram realizar um rodízio para evitar o enfraquecimento do protesto em frente ao batalhão. Ao todo são cerca de 90 mulheres que estão se revezando em turnos, algumas delas tendo que enfrentar a chuva e o frio que aumenta durante a madrugada.
Na madrugada de ontem, elas não conseguiram dormir devido aos colchões estarem molhados, por isso, ficaram conversando sobre os rumos do protesto. Elas afirmam que enquanto o movimento continuar em outras cidades do Estado, não deixarão de protestar contra a política adotada pelo governo do Estado em relação a seus maridos.
Uma das reclamações das mulheres é a diferença salarial existente entre militares que possuem a mesma patente e que ocupam o mesmo cargo na corporação. Uma das mulheres, que pediu para não se identificar, disse que o marido recebe R$ 800,00, como 2º sargento, enquanto existe casos de outros militares que ganham até R$ 2 mil para exercer a mesma função.
Essa diferença salarial acontece porque alguns oficiais conseguiram através da Justiça a reposição salarial, enquanto outros não foram atingidos pelo benefício. As esposas dos policiais apresentaram uma alternativa para o problema do reajuste, lembrando que em 1994 o governo concedeu um aumento salarial que foi repassado em 10 parcelas para os oficiais.
Elas acrescentam que a carga horária também está fora da realidade, pois alguns policiais chegam a trabalhar 60 horas por semana, quando o normal seria trabalhar durante 44 horas. As manifestantes dizem que seus maridos não têm sofrido represálias por parte do comando, mas algumas evitam voltar para casa. Não queremos dar uma chance para que peçam que não voltemos para cá, conclui uma das mulheres.


