Munidas de faixas e cartazes, mães, esposas e parentes dos presos provisórios do 5º Distrito Policial, na Zona Norte de Londrina, mobilizaram-se novamente ontem para protestar contra o suposto espancamento ocorrido durante uma tentativa de fuga na madrugada de anteontem. A Pastoral Carcerária marcou para hoje uma visita no distrito para averiguar as denúncias.
Anteontem, após a visita semanal, o grupo já havia ensaiado um protesto mas não conseguiu ser recebeido pelo delegado titular do distrito, Marcos Belinati, que estava de plantão da 10 Subdivisão Policial (SDP). Hoje, o delegado também não recebeu as mulheres já que passou a noite de plantão e teve o dia de folga. Anteontem, ele negou o suposto espancamento.
''O que a gente quer é que alguém examine e veja o pessoal, eles estão todos ralados e cheios de hematomas e com medo de falar'', afirma Nazira Caetano, 31 anos. Segundo ela, que tem o marido na carceragem, a violência ocorreu durante uma revista do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Se as denúncias forem confirmadas, serão encaminhadas à Vara de Execuções Penais.
O delegado-chefe da 10SDP, Jurandir Gonçalves André, não criticou a movimentação das familiares. ''O protesto é um exercício democrático mas resolver o problema de superlotação compete ao Depen (Departamento Penitenciário do Estado)'', afirmou. O delegado também negou qualquer possibilidade de violência na ação dos policiais que evitaram a tentativa de fuga dos presos.

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