Curitiba

Marcelo AlmeidaAto marcou Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária e Contra a ViolênciaUma cruz de lona preta estendida no chão e coberta com fotos de acampamentos dos sem-terra, flores e produtos agrícolas marcou ontem um protesto de representantes das mulheres do campo e da cidade na Boca Maldita, no Centro de Curitiba.
O ato lembrou os 14 anos do assassinato da trabalhadora rural Margarida Alves, morta em Alagoa Grande (PA), e representou o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária e Contra a Violência. Os responsáveis pela morte de Margarida ainda não foram julgados.
Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra, 976 trabalhadores rurais (homens e mulheres) foram assassinados nos últimos 12 anos. Desse total, apenas 58 casos foram a julgamento. ‘‘Há inúmeros casos onde a impunidade acaba gerando mais violência, já que os latifundiários não se sentem intimidados com a Justiça’’, observa a representante do Movimento Popular de Mulheres do Paraná, Ascendina Ângela Voltolini.
Segundo ela, atos semelhantes ao realizado em Curitiba aconteceram ontem em várias cidades brasileiras. Os organizadores também estão divulgando uma campanha pela documentação que comprove a atividade das trabalhadoras rurais brasileiras. Das 18,5 milhões de mulheres que trabalham no campo, apenas 3 milhões têm documentos para aposentadoria.

mockup