Mulheres entram na
campanha da Rural
Grupos femininos tentam conseguir votos para as duas chapas
Paulo WolfgangSituaçãoMulheres que apóiam a chapa Celso Garcia Cid: atividade intensaOsmani Costa
A eleição para a nova diretoria da Sociedade Rural do Paraná (SRP), que acontece no dia 30 deste mês, está mobilizando muito gente do que apenas os 700 produtores sócios (668 homens) com direito a voto. Dois grandes grupos de mulheres se organizaram, ao longo das últimas semanas, para participar ativamente do processo eleitoral.
O grupo situacionista, coordenado pela psicóloga Romana Cesário Pereira, apóia a candidatura do marido dela, o advogado Octávio Cesário Pereira Neto, que encabeça a chapa Celso Garcia Cid. O grupo de oposição, organizado por Maria Edith Hipólito Galli, formada em Letras, apóia a candidatura do marido dela, o engenheiro agrônomo Francisco Galli, que preside a chapa Desperta Rural.
Paulo WolfgangSra. CesárioRomana: discussão de estratégiasCada grupo feminino de apoio, com dezenas de integrantes, tem desenvolvido diariamente uma série de atividades: reuniões, visitas, telefonemas, produção de materiais e envio de correspondências. Vale tudo na divulgação da plataforma de trabalho da chapa defendida e na caça ao eleitor.
‘‘Não estamos neste movimento apenas para ajudar. Queremos participar e estamos participando efetivamente de todo o processo. Desde a elaboração dos tópicos do programa defendido pela nossa chapa, até a discussão das estratégias para atuação no dia da eleição’’, comenta Romana Pereira, que tem quatro filhos e ajuda o marido Octávio Cesário na administração das propriedades rurais.
Paulo WolfgangSra. GalliMaria Edith: ‘Estamos otimistas’Segundo ela, é fundamental a ampliação do papel da mulher na direção da Sociedade Rural. ‘‘A prova de que estamos avançando é que na atual diretoria apenas uma mulher ocupa cargo diretivo, enquanto na nossa chapa esse número aumentou para três mulheres’’, diz Romana Pereira. ‘‘Nossa proposta é de continuidade e aperfeiçoamento aos trabalhos da atual direção, que foram muito bons e com resultados altamente positivos para a Sociedade Rural e seus sócios.’’
Esta será a segunda eleição consecutiva que há disputa entre chapas na SRP, depois de mais de 30 anos de pleitos sem inscrição de chapas de oposição. ‘‘A participação feminina, na direção e em cargos técnicos, ainda é muito pequena. Até mesmo a parte social, a da realização de eventos, necessita de uma participação maior e mais efetiva das mulheres’’, afirma Maria Edith Galli.
Na opinião dela, isso se dá porque a Sociedade Rural ainda é muito fechada em si mesma. ‘‘Está na hora de abrir a entidade para os pequenos, médios, para todos os produtores. Atualmente, há muitos que não participam da SRP porque se sentem mal nela, por ela ser muito elitizada’’, ressalta Maria Edith Galli. ‘‘Felizmente, nossa proposta está sendo bem recebida pelos associados, que também estão cansados de verem diretores se afastarem da Sociedade Rural para assumirem outros cargos políticos.’’
Maria Edith acha que o momento é difícil e exige a união entre todos os produtores. A oposicionista diz: ‘‘Estamos otimistas com a nossa mensagem, com a participação das mulheres na campanha’’.

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