Mulheres de policiais fazem protesto
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quinta-feira, 25 de maio de 2000
Paulo Pegoraro De Cascavel 
Um grupo de dez esposas de policiais militares do 6º Batalhão da Polícia Militar (BPM) realizou manifestação ontem em Cascavel, protestando contra os baixos salários e a falta de assistência à saúde. A mulheres pediram para não ser identificadas em fotografias, e protegeram-se atrás das faixas que portavam, alegando que os maridos poderiam sofrer represálias na corporação. Além disto, procuraram se misturar com professores estaduais em greve, aos quais hipotecaram apoio.
Pelo menos 150 esposas de policiais foram convidadas pelas líderes do protesto para ir ao Calçadão, no centro da cidade. Lamentavelmente, a grande maioria ficou com medo de aparecer, disse uma das manifestantes, de 24 anos. Ela disse ser esposa de um sargento que, após seis anos de trabalho, recebe salário de uns R$ 700,00, tendo que colocar a vida em risco quase diariamente. O casal tem um filho e paga prestação mensal de R$ 170,00 da casa.
Sem atendimento médico do Instituto de Previdência do Estado (IPE) qualquer gasto com saúde é um arraso, acrescentou. Outra manifestante relatou que, recentemente, um tenente do 6º BPM foi gravemente ferido à bala ao atender uma ocorrência e teve que ser internado na condição de indigente, porque os policiais não têm assistência médica. A única opção de atendimento médico sem custo é ir para Curitiba, onde a PM dispõe de hospital, observou.
O major Avelino Novakoski, subcomandante do 6º BPM, reconheceu que os salários cerca de R$ 500,00 para o soldado estão defasados, mas acrescentou que a situação é igual para todos os servidores, assim como na questão de assistência. Novakoski relatou que a manifestação foi acompanhada a distância por uma equipe da unidade que fará relatos aos superiores. Ele negou que os maridos das manifestantes pudessem sofrer punições. Os policiais são proibidos de fazer este tipo de protesto.


