Curitiba - Mulheres de policiais militares fizeram ontem uma nova manifestação em frente ao Hospital da Polícia Militar (HPM), pedindo a continuidade do atendimento para policiais da ativa e familiares, pensionistas e inativos. O governo do Estado determinou que irá manter o funcionamento do hospital até o dia 29. Após esta data, inativos e familiares de PMs terão que ser atendidos no Hospital Universitário Evangélico.
O protesto das mulheres durou cerca de três horas. Carros do governo do Estado foram parados e o trânsito na região do Jardim Botânico ficou lento. ‘‘Os policiais da ativa somam 1% dos atendimentos hoje do Hospital Militar. Não é estratégico fechar o hospital’’, reclamou Lúcia Maria Sobral, uma das líderes do movimento. Atualmente, são realizados 500 internamentos por mês. O Hospital Militar tem 100 leitos e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para a realização de uma série de cirurgias.
Assim como a Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos, Inativos e Pensionistas (Amai) – que entregou na semana passada uma proposta inicial para que o Hospital da PM continue a dar atendimento médico e odontológico para todos os integrantes da corporação, na ativa ou inativos, além de dependentes e pensionistas –, as mulheres querem a manutenção dos atendimentos, mesmo que seja necessário desconto em folha de pagamento. ‘‘É fácil resolver nosso problema e vamos lutar para que se resolva. Não estamos pedindo nada impossível e estamos dispostos a continuar pagando pela nossa saúde’’, complementou Lúcia Sobral.

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