Mulheres de policiais militares pretendem bloquear a entrada dos maridos nos quartéis, na primeira quinzena de maio. A medida é uma represália contra o governo do Estado que não estaria atendendo às reivindicações da PM, principalmente a gratificação salarial prometida desde 1996. A decisão foi tomada ontem em reunião entre cerca de 200 lideranças de todo o Estado e o Comando do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina.
A relações públicas da Associação das Esposas de Policiais Militares do Paraná, Maria da Conceição dos Santos, disse que o ato é uma espécie de greve forçada que os policiais serão obrigados a fazer. ‘‘Se eles paralisam as atividades são punidos. Dessa forma, nós mulheres vamos impedi-los de trabalhar. É preciso que a comunidade seja informada dos absurdos a que os PMs são submetidos. Não existe mais a menor condição de trabalho com dignidade e o governo só faz promessas’’, disse.
A disparidade nos salários dos policiais é a principal bandeira de luta dos PMs, que tentam equiparar os salários com a gratificação salarial. Segundo a associação, o Paraná já foi o Estado que melhor pagou os PMs. Hoje, está em 14º lugar no ranking nacional. Ontem à noite, a Folha não encontrou ninguém do Comando da Polícia Militar do Estado para comentar a decisão das mulheres de policiais.

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