Em Cascavel, os professores estaduais realizaram ontem sua principal manifestação desde a deflagração da greve. Cerca de 500 manifestantes, acompanhados de pais e alunos, se concentraram na frente da prefeitura e percorreram ruas centrais da cidade em direção ao Núcleo Regional de Educação. A maior parte das escolas da região do Núcleo está inativa, embora a chefia do órgão sustente que a greve está perdendo a força.
Como na semana passada, mulheres de policiais militares se juntaram aos professores. Elas protestam em nome dos maridos, contra os baixos salários e falta de assistência médica, interrompida pelo Instituto de Previdência do Estado. Os policiais não podem protestar, de acordo com os regulamentos da PM.
Na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), professores e servidores do câmpus de Cascavel decidiram acompanhar a posição de outras instituições de ensino superior estaduais, deflagrando greve por tempo indeterminado. Segundo Januir Vieira Filho, presidente do sindicato dos servidores (Sinteoteste) os câmpus de Toledo, Marechal Cândido Rondon e Foz do Iguaçu realizariam assembléias na noite de ontem com o mesmo objetivo.
Nos quatro câmpus, são aproximadamente 600 professores e 460 servidores. Segundo Eduilson Lisboa, do Diretório Central dos Estudantes, também os alunos – são cerca de seis milá – devem aderir à paralisaçãop. ‘‘Embora a greve nos preocupe, avaliamos que a situação dos professores é difícil e, além disso, o governo não tem investido adequadamente no ensino superior’’, disse Lisboa.
O movimento dos professores estaduais está motivando mobilização também entre os professores municipais, como em Guaraniaçu (68 quiilômetros a leste de Cascavel), ontem a catebgoria está em greve e 200 professores estão acampados na frente da prefeitura. Eles exigem reposição de perdas salariais, de 50%, e também um plano de assistência médica eficiente.

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