Mulheres de PMs dão prazo para governo apresentar proposta
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quinta-feira, 05 de setembro de 2002
Katia Michelle<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A reunião que aconteceu ontem entre o secretário estadual da Administração, Ricardo Smijitink, e o secretário da Segurança Pública, José Tavares, não encerrou o impasse na questão do pedido de reajuste no salário dos policiais militares do Paraná. As mulheres dos policiais, que lideram o movimento pelo reajuste, vão aguardar até segunda-feira uma decisão do governo. Caso não seja feita uma proposta convincente, elas agendam para a próxima semana uma nova manifestação estadual. As mulheres reinvindicam reposição salarial de 120%.
Para Izabel Neves, integrante do Movimento das Mulheres de Policiais Militares, o importante é que o governador Jaime Lerner (PFL) faça uma proposta antes do final do mandato. ''O reajuste pode vir no ano que vem, mas o governo tem que se comprometer para garantir que a proposta seja cumprida'', disse. Ela informou que as mulheres de policiais militares do Interior já estão sendo notificadas para um possível protesto em Curitiba, caso não haja acordo.
Anteontem, oito mulheres iniciaram um movimento em frente ao 13º Batalhão da PM, no bairro Novo Mundo, em Curitiba. Elas fecharam o portão principal do quartel com cadeados e impediram a saída das viaturas. As mulheres prometem continuar fazendo protestos até que o governo do Estado desengavete o estudo enviado pelo comando da Polícia Militar para a Secretaria de Estado da Administração e Previdência com os valores que teriam que ser desembolsados para que houvesse uma equiparação salarial dentro da corporação.
Na reunião entre as secretarias responsáveis realizada ontem, nehuma decisão foi tomada. A Secretaria de Administração informou que ainda está analisando a situação.


