Mulheres de Cascavel entram no movimento
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de maio de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
As mulheres de policiais do 6º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Cascavel aderiram ao movimento e montaram acampamento em frente ao quartel ontem por volta do meio-dia. Antes elas fizeram uma passeata com faixas e panelas vazias pelas ruas centrais da cidade, cobrando o governo estadual pela reposição salarial e volta do plano de saúde.
Uma das líderes, Ana Lúcia Gonçalves, disse que por enquanto o movimento em frente ao 6º BPM será pacífico, mas se o governo não tomar uma atitude as mulheres fecharão a entrada e não permitirão a saída dos policiais para o trabalho. Vamos tomar as mesmas atitudes de outras cidades, como fechar o portão e esvaziar os pneus das viaturas, afirmou.
Ana Lúcia destacou que a proposta do governo de conceder um reajuste de 2% num prazo de 60 dias é irresponsável, pois nos últimos quatro anos os policiais militares acumularam uma defasagem de 40% nos salários. Ela lembrou que para um soldado ser promovido a cabo precisa ficar nove meses longe da família fazendo cursos. Apesar de todo esse esforço, a diferença salarial entre um soldado e um cabo não ultrapassa R$ 100,00, acrescentou.
O comandante do 6º BPM, tenente-coronel Antônio Amauri Ferreira de Lima, conversou com as mulheres e deu apoio ao protesto, mas pediu que elas mantivessem a ordem em frente ao batalhão. Elas não garantiram que atenderão a solicitação do comando, se o governo não acenar com uma proposta melhor para os maridos.


